Ontem ouvia o Padre Nuno falar sobre a verdadeira alegria. A alegria cristã que encontra sempre o lado positivo da vida e que acredita no Bem que há em todas as coisas. Ele falava numa alegria que difere completamente da satisfação, que é uma sensação pontual, mas que integra-se numa felicidade genuina e livre, inserida num contexto de entrega e confiança.
Enquanto eu o ouvia falar pensava em tudo o que me faz feliz... Questionei-me por um momento sobre a alegria que vivo: serei eu realmente alegre e feliz? Do que depende, de facto, a minha felicidade?
Instantaneamente lembrei-me de um episódio que vivi no fim de semana. No último fim de semana, estive no Baleal a animar uma actividade do Colégio das Caldinhas, com alunos do 11º ano do curso profissional. E dei um testemunho muito despretensioso sobre a minha vida cristã e aquilo que entendo sobre liberdade e confiança. Quando acabei de falar, perguntei aos que me ouviam se tinham alguma pergunta ou se queriam dizer qualquer coisa. Propus que resumissem tudo numa palavra. E a primeira delas foi: felicidade.
De repente tomei consciencia que de facto, sou feliz no caminho que sigo com Jesus. Apesar de, muitas vezes não sentir de forma latente e imediata a satisfação (que realmente não é o mais importante), sou feliz na medida em que me dou, em que sirvo, em que conheço Jesus e em que me aproximo dEle no essencial. A alegria no serviço é uma graça mesmo gira que me enche de coragem e de esperança e que me lança por inteira para os outros. Porque no fim é isso que conta, o que damos aos outros.
Quarta-feira, Novembro 04, 2009
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